segunda-feira, 1 de julho de 2013
segunda-feira, 24 de junho de 2013
Protestos no Brasil: Qual é o futuro do movimento? Conter a violência é o principal desafio?
![]() |
| Protestos pelo Brasil |
Depois de duas semanas de convulsão social, O Globo buscou respostas, em diferentes setores da sociedade, sobre o impacto dos protestos e o que pode se esperar daqui para frente.
Marlon Reis - Juiz
1 - Eu afirmo que não tem como voltar atrás. Representa uma nova forma de pensar, uma nova cultura. Isso tende a aumentar. Passa a seguinte mensagem para as instituições democráticas: elas precisam se redimensionar, precisam ouvir. Essas pessoas querem ser ouvidas.
Marlon Reis - Juiz
1 - Eu afirmo que não tem como voltar atrás. Representa uma nova forma de pensar, uma nova cultura. Isso tende a aumentar. Passa a seguinte mensagem para as instituições democráticas: elas precisam se redimensionar, precisam ouvir. Essas pessoas querem ser ouvidas.
2 - Compete ao Estado evoluir na sua capacidade de reação democrática e reagir contra esses grupos minoritários e contê-los. Até porque não há outro caminho, porque não há líderes com quem conversar sobre isso.
Leonardo Avritzer - Cientista político - UFMG1 - O futuro do movimento, tal como outros movimentos parecidos como "occupy wall street" e os indignados, é continuar tendo relevância a médio prazo com uma pauta mais clara.
2 - O principal desafio é a busca de uma convergência de pauta e de práticas entre os seus participantes. Assim, o movimento terá que recuar um pouco se ele não quiser ser derrotado pelas contradições.
Mayara Vivian - Movimento Passe Livre
1 - Não consigo prever isso agora. Acho que a ferramenta já está dada. O governador, qualquer pessoa do Estado, sabe que, se ele fizer uma bobagem, a população está mais vacinada, pode ir para a rua. E a gente vai mesmo.
1 - Não consigo prever isso agora. Acho que a ferramenta já está dada. O governador, qualquer pessoa do Estado, sabe que, se ele fizer uma bobagem, a população está mais vacinada, pode ir para a rua. E a gente vai mesmo.
2 - A prefeitura é do povo, deixe o povo entrar. As pessoas querem criar o maniqueísmo do bonzinho e do malvado, do vândalo e do ordeiro. O Passe Livre está "de boa" dessa discussão. Se a população entendesse que o Palácio dos Bandeirantes é do povo e está com ele, ninguém teria vontade de fazer aquilo (invadir).
Alex Figueira de Carvalho - Servidor público1 - Acredito que as manifestações vão prosseguir, mas em menor intensidade, depois da revogação do aumento da tarifa. O combate à PEC 37 é prioritário, porque é uma questão perniciosa para a sociedade. Mordaça no MP, não. Mesmo assim, acho que a manifestação não precisa de uma pauta comum.
2 - Acho que não deve haver violência de nenhuma forma, nem mesmo a verbal. A violência é de gente infiltrada, que sempre ocorre. Isso não reflete a temperatura do país, que não está tão alta assim. A democracia pressupõe o protesto, a pressão popular. Não é só o voto.
Fabiano Santos - Cientista político - Iesp1 - Se estamos falando do Movimento Passe Livre, a tendência é refluir, na medida em que as reivindicações são absorvidas e um canal de comunicação com o poder público é estabelecido. Se falamos do "movimento" em um sentido mais amplo, não é possível prever, porque várias agendas contraditórias estão em jogo.
2 - Fazer protestos em larga escala sempre traz o risco da violência, risco que aumenta na medida em que quem convocou não tem real liderança sobre o conjunto de quem os segue, e longe está de unificar um discurso e uma agenda no seu entorno. Controlar a violência não é o desafio do movimento, que é jovem e inconsequente. É dever do poder público.
Marcus Vinicius Furtado - Presidente da OAB1 - Penso que o que a comunidade brasileira espera das instituições é ouvir as reivindicações e transformar em realidade institucional. Agora não posso garantir que com isso as manifestações vão cessar, nem é esse o objetivo. O objetivo é dar vazão às reivindicações das manifestações.
2 - Quem age com vandalismo, contra o patrimônio público, ele está fazendo um desserviço à manifestação, porque ele está jogando a população contra a manifestação. Penso que, a permanecer estes excessos, as manifestações podem perder o apoio da sociedade.
Marcos Palmeira - Ator1 - Uma coisa clara é que mexeu bastante com a autoestima do povo. O povo voltou a ter um certo prazer de falar em política. Talvez a partir daqui tenha um consciência maior. Esse é o cidadão do futuro que a gente busca, que é antenado e que não fica aceitando tudo goela abaixo.
2 - A violência é de uma minoria. Essa é uma geração da democracia. São pessoas que não viveram na ditadura. É um aprendizado para todo mundo. A polícia também vai ter que sofrer essa reeducação. Acho que o desafio hoje é fazer com que os políticos se conectem com a opinião pública.
Edney Souza - Especialista em mídias sociais1 - Existe muita dúvida sobre quais os objetivos e caminhos que essas manifestações têm tomado, porque é um movimento horizontal, com gente de diversos setores da sociedade, sem uma liderança clara. Há um sentimento generalizado de insatisfação e indignação com o governo. Minha esperança, porque não sou cientista social para fazer uma projeção, é que a energia criada com as manifestações passadas seja direcionada a outras causas, com objetivos claros, e continue servindo de pressão social.
2 - Eu acredito que o protesto completamente pacífico é difícil de ser notado, mas, se o protesto gera um incômodo significativo, como paralisar a cidade, isso é um tipo de violência tolerável pela maioria. Como o movimento é horizontal e sem líderes, não cabe ao movimento conter a violência, cabe à polícia conter os violentos.
José Murilo de Carvalho - Historiador e membro da ABL1 - Ninguém previu a erupção do movimento. Quem pretender prever seu futuro é um temerário.
2 - Há sempre os pescadores de águas turvas. Mas até o governo parece estar entendendo a diferença entre os dois grupos. Só quem não entende é a polícia. Ela é um risco para o movimento, mas não será seu maior desafio, que, a meu ver, estará na definição do foco, uma vez alcançada a meta inicial de revogação dos aumentos. Nunca antes na História deste país houve manifestação de protesto tão ampla e espontânea como a que estamos presenciando.
Marco Antonio Villa - Historiador1 - Saber o futuro do movimento é a pergunta mais difícil. É tudo muito novo. Nunca ocorreu da forma como tem ocorrido nas duas últimas semanas. Não é comparável a nada, nem às Diretas Já.
2 - A violência não é o grande desafio do movimento nem do país. Pode ser resolvida com a atuação adequada da polícia na hora certa e no local certo. O desafio, mesmo, é ver como essa estrutura política petrificada que nós temos vai atender a essas demandas da rua.
Gil Castelo Branco - Presidente da ONG Contas Abertas1 - O importante neste momento é nós tentarmos criar dentro de todas essas reivindicações difusas aquilo que seria o essencial e escolhermos ou criarmos um ente político, um sujeito político que possa conduzir essas reivindicações junto aos órgãos públicos, para que haja de fato consequências práticas.
2 - A maioria é pacífica, mas no fim das manifestações surgem esses baderneiros, ladrões, saqueadores, cujo objetivo é apenas roubar ou causar dano ao patrimônio público. Isso tem que ser combatido com rigor pela polícia. Os manifestantes têm tentado, mas é difícil articular.
Reinaldo Gonçalves - Professor de Economia Internacional - UFRJ1 - Visto que os atuais grupos dirigentes são absolutamente incapazes de mudar o modelo, o futuro próximo é de trajetória de instabilidade.
2 - No Brasil, o fracasso da conciliação das elites e das reforminhas faz com que os grupos dirigentes apelem para o uso ativo do aparelho repressivo do Estado com o objetivo de conter a revolta social.
Paulo Henrique Lima - Estudante de Direito1 - Nós conseguimos uma grande vitória com a redução das tarifas, mas ainda há muito a conquistar. Quem vai pagar a redução de tarifas é o povo e não os empresários, com seus lucros. E ainda há problemas sérios, na área de Saúde e Educação.
2 - O que acaba acontecendo, na maioria das manifestações, são provocações da polícia. O que leva ao conflito é o despreparo da polícia. Eu percebo que todo sentimento de revolta acaba se manifestando de forma distinta, uns mais eufóricos que outros. Mas só surge depois do estopim de agressão da polícia.
Regina Novaes - Cientista social - UFRJ1 - Um novo ciclo deve começar agora. Neste futuro próximo, o legado destes dias deve se manifestar em múltiplas ações voltadas para a busca de direitos específicos por meio de negociações descentralizadas.
2 - Não adianta esperar ou torcer para que sejam superados ou acirrados os confrontos internos entre "os manifestantes". Isso não vai acontecer. Cabe aos poderes públicos a iniciativa de (re)conhecer as múltiplas motivações e criar canais de diálogo para tratar as diferentes questões que foram trazidas para as ruas. Isso não quer dizer que a polícia não cumpra seu papel de proteger o patrimônio público.
David Fleischer - Cientista político - UnB1 - Não se sabe para onde vai rumar. Acho que nem os supostos líderes dos movimentos sabem.
2 - Em grande parte, sim (a violência é o principal problema dos protestos), porque eles (os manifestantes) não conseguem controlar esses vândalos que participam das manifestações. Tem até gente com ficha criminal envolvida nessas ações.
Fonte: O Globo
terça-feira, 18 de junho de 2013
Todos estão de acordo com a manifestação pacífica?
O Brasil acordou..
Chega de tolerarmos a corrupção que está ocorrendo a anos ao nosso país.
Somos roubados todos os dia com impostos altíssimos.
E esses impostos estão sendo investidos Bilhões de reais em estádios. E quem está pagando por isso somos nós.
A nossa saúde está precária, educação também, transporte publico também..
Pagamos impostos caros para o que ganhamos. Outros países a civilização ganham bem mais do que nosso salario mínimo para pagar seu impostos que são mais baixos do que o do Brasil.
O Brasil é rico, mas esse dinheiro está com vagabundos. PT tem que cair.
O nosso país acordo, continuaremos com a manifestações.
Quem está de acordo com manifestações pacíficas?
Após Reunião, Dilma Ameaça Tirar Internet do Brasil se Continuar as Manifestações
Dmitry Itskov: conheça o maluco que pretende fazer você viver eternamente !!!
A imortalidade, seja ela física ou espiritual, é um
dos desejos mais antigos da humanidade. Obras milenares do hinduísmo, filmes e
livros de ficção científica e mitos como a pedra filosofal e a fonte da
juventude abordam ações como o prolongamento da vida ou o transporte da
consciência. Mas até que ponto essa longevidade sem limites é um mito?
O russo Dmitry Itskov acredita que a imortalidade é
uma questão de tempo, dinheiro e, principalmente, tecnologia. Atualmente com 32
anos, o empresário já acumula muitas riquezas na área de comunicação em seu
país natal com a companhia New Media Stars – o suficiente para dar o pontapé
inicial em um projeto ambicioso que pode mudar radicalmente a espécie humana.
Itskov é o homem por trás do 2045 Project, uma iniciativa
fundada em 2011 que, basicamente, pretende transportar a consciência humana
para avatares robóticos, permitindo que qualquer pessoa viva para sempre, já
que a mente estará segura em um “recipiente” artificial – algo que, por mais
bizarro e utópico que possa parecer, faz bastante sentido.
Quem quer viver para sempre?Em seu primeiro ano, o projeto não era ganhava muito crédito: muita gente achava que o russo só queria atenção da mídia e ainda mais dinheiro. Ele só foi levado a sério um ano depois, quando conquistou o apoio de cientistas renomados de universidades de todo o mundo, com formação em robótica ou neurociência.
Por enquanto, a iniciativa ainda esbarra em várias questões, desde éticas até financeiras – uma verba acima da fortuna do empresário é necessária para custear tanto as pesquisas quanto a fabricação e manutenção dessas tecnologias. O projeto até enviou uma carta aberta à ONU, apresentando o programa e pedindo apoio. Por enquanto, não há resposta da entidade.
Mas o projeto não fala em imortalidade imediata. Apesar de otimista, Itskov tenta trabalhar com os pés no chão, propondo metas que devem ser cumpridas a cada cinco anos – até 2045, quando o ser humano não terá mais um prazo de validade.
Fase A: Highlander robotizado
De início, Itskov planeja a construção de um robô com aparência humana, começando apenas com rostos mecanizados e passando para corpos inteiros que podem andar, pular e falar. Os avanços são lentos: o protótipo que será apresentado em 2013 consiste apenas de uma cabeça com os moldes da face do russo e 36 motores para proporcionar movimentos realistas.Em seguida, é necessário conectar o cérebro de uma pessoa à máquina – e não é só ligar alguns fios, mas criar uma ligação sensorial que permita o controle do robô, mesmo remotamente.
O avatar, portanto, não seria apenas uma máquina que pensa: processos bioquímicos que reproduzam a atividade neural e até uma simulação do metabolismo desse órgão deixariam o imortal ainda com aspectos humanos. Essa captação criaria uma interface cérebro-computador (BCI, na sigla original) totalmente integrada – e é só a primeira das quatro fases do projeto. O prazo para tudo isso acontecer é até 2020.
Fase B: o imortal não morre no final
Estudos para emular o cérebro em um computador ou salvar memórias em uma máquina não são inéditos, mas falta muito para que eles atinjam resultados satisfatórios.Por isso, a segunda fase do projeto de Itskov é transportar para um robô o cérebro de uma pessoa ao final da vida, quando a morte natural parece inevitável. O suporte de vida autônomo seria uma sobrevida não para a pessoa, mas apenas para seus pensamentos.
É necessário, portanto, garantir que o cérebro humano não sofra degradações e sobreviva aos procedimentos de integração com esse corpo robótico. Tal ação significa ainda estudar e desenvolver próteses artificiais com funções equivalentes ao cérebro. A meta deve ser cumprida até 2025.
Fase C: tudo digital
Na terceira das três metas de Itskov, o salto é ainda maior que os anteriores. Desta vez, o cérebro é totalmente artificial – e a personalidade humana em si, junto com memória, consciência e tudo mais, é transferida para o avatar, uma máquina já totalmente independente.Criar um método de transmissão para elementos tão abstratos, como a personalidade, é o grande obstáculo – mas ultrapassá-lo seria uma revolução única na ciência. Essa inteligência artificial seria ainda totalmente personalizável, possibilitando a modificação da consciência e até a criação de seres considerados perfeitos. A ideia é conquistar tudo isso em 2035.
Fase D: fazendo a evolução
Em 2045, os robôs com cérebros acoplados serão considerados ultrapassados. Itskov acredita que a tecnologia estará tão avançada que serão duas as possibilidades: os avatares serão seres holográficos, com capacidades superiores às de qualquer ser humano, ou os corpos terão a constituição de nanorrobôs que podem tomar diferentes formas.
Para ele, ainda mais do que a conquista da imortalidade, o passo final significa a transição evolutiva da humanidade para uma nova espécie.
Caso consiga atingir a imortalidade, o russo afirma que seu maior desejo é o desenvolvimento espiritual, mas ele também está curioso para saber quais tecnologias serão a base da humanidade em 2045. Se Dmitry Itskov é um visionário ou apenas mais um cientista maluco, entretanto, isso só saberemos daqui a 32 anos – se ainda estivermos aqui, claro.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Apple diz que não concede "acesso direto" aos dados de clientes
Washington, 17 jun (EFE).- Após ter confirmado sua colaboração com as autoridades dos Estados Unidos, a gigante informática Apple esclareceu nesta segunda-feira que essa prática se resume a algumas solicitações específicas, ressaltando que não concede ao governo o "acesso direto" aos dados de seus clientes.
Em um comunicado divulgado hoje, a companhia reafirmou que sequer tinha conhecimento da existência do programa de espionagem "PRISM", revelado pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden aos jornais "The Guardian" e "The Washington Post", denuncia que levantou uma grande polêmica em torno das liberdades individuais.
A Apple assinalou que, entre os dias 1º de dezembro de 2012 e 31 de maio de 2013, recebeu entre 4 mil e 5 mil solicitações oficiais das autoridades americanas, as quais se referiam a até 10 mil "contas ou aparatos".
De acordo com a companhia americana, "o tipo de solicitação mais frequente provem das autoridades locais, que geralmente investigam assaltos e outros crimes. As solicitações também se referem à busca por menores desaparecidos, doentes de Alzheimer e, inclusive, para evitar um suicídio."
Neste aspecto, a Apple ressaltou que avalia cada solicitação e, em caso de admití-la, "recolhe e entrega o conjunto de dados de um modo mais limitado possível". Segundo a gigante informática, algumas solicitações chegam a ser rejeitas.
"Continuaremos nos empenhando para manter um bom equilíbrio entre o cumprimento de nossas obrigações legais e a proteção da intimidade de nossos clientes, como eles esperam e merecem", concluiu a Apple no comunicado.
De acordo com as denúncias apresentadas pelos jornais "The Guardian" e "The Washington Post", a Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) e o FBI, dentro do programa "PRISM", recebem dados diretos de servidores de nove grandes empresas cibernéticas: Microsoft, Yahoo!, Google, Facebook, PalTalk, AOL, Skype, YouTube e Apple.
Fonte: EFE / Por: Yahoo Notícias
Fonte: EFE / Por: Yahoo Notícias
WebRep
currentVote
noRating
noWeight
sábado, 15 de junho de 2013
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Microsoft Office chega para o Iphone
“Com o Office 365 Home Premium e o Pro Plus, nós prometemos que as versões móbile funcionarão para todos os dispositivos”, garantiu a diretora de marketing do Microsoft Office, Julia White, para o portal de tecnologia Mashable.
Infelizmente, os brasileiros terão que esperar um pouquinho para ter aproveitar esse aplicativo. Está disponível, por enquanto, somente nos Estados Unidos. Chega ao mercado internacional nas próximas semanas. Todavia, qualquer pessoa poderá fazer o download e apenas os assinantes poderão usufruir do serviço pago. O app inicia somente com login.
Embora exista o rumor de que o Office poderia ser lançado para o iPad, nenhuma novidade foi apresentada para o tablet. É claro que quase todos aplicativos de iPhone rodarão no iPad, no entanto, a experiência não é otimizada para a tela de 9.7 polegadas. “A pequena visualização faz grande diferença na aplicação nativa”, diz White. “Em um tablet, você terá mais espaços para trabalhar na área de trabalho, então, os aplicativos Office da web providenciam uma melhor experiência”, complementa a diretora de marketing.
Fonte: Notícias BR
Microsoft estaria pagando até US$ 100 mil para desenvolvedores criarem apps!!!
A Microsoft parece estar muito disposta a bancar o sucesso do Windows Phone 8. Além de pagar US$ 1 bilhão por ano para a Nokia continuar criando aparelhos para a plataforma, a empresa estaria oferecendo até US$ 100 mil para alguns desenvolvedores colocarem aplicativos na sua loja. Há informações, entretanto, de que esse valor poderia ser ainda maior, dependendo do aplicativo em questão.
Além dessa injeção de dinheiro no bolso de grandes desenvolvedores de apps para Windows Phone, a companhia também está pagando US$ 100 para qualquer pessoa que enviar um aplicativo para a loja até o dia 30 deste mês. Ou seja, se você é um desenvolvedor da plataforma, é bom se apressar.
Com todo esse esforço, a empresa já conta com 48 dos 50 apps mais baixados para smartphones em sua loja. Os únicos fora da conta são Pinterest e Instagram, que têm resistido aos assédios da Microsoft. Contudo, toda essa resistência da rede social das imagens pode não ter valido a pena, sendo que um cliente para Instagram completamente funcional já estreou na Windows Phone Store. A loja já possui mais de 145 mil apps.
Mesmo com as informações sobre a quantidade de grana que a empresa está gastando com sua plataforma móvel, não há detalhes para confirmar se de fato algum desenvolvedor de um grande app recebeu mesmo os US$ 100 mil ou mais.
Postado:
As 22:50:00
Em
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Campus Party Recife terá conexão de 10 Gbps e rede 4G!!!
Os visitantes da Campus Party Recife terão acesso a uma conexão de 10 Gbps e poderão experimentar a conexão 4G, segundo informações divulgadas hoje pela Telefônica. A empresa, uma das organizadoras, revelou ainda que o evento terá geração de energia solar e coleta de celulares velhos para reciclagem.
Comparada com a do o ano passado, a capacidade de conexão dobrou – em 2012 os campuseiros navegaram por uma rede de 5 Gbps. Outra novidade para este ano é a disponibilização da tecnologia 4G.
Os visitantes que tiverem equipamento compatível com a nova tecnologia poderão navegar com velocidades até três vezes superiores às do 3G convencional.
Outras ações sustentáveis também estão previstas como a geração de energia solar e a coleta de celulares velhos para reciclagem. A segunda edição do evento deve acontecer entre os dias 17 e 21 de julho, no Chevrolet Hall. Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no site da Campus Party Brasil.
Postado:
As 20:01:00
Em
FIFA 14 Chega AO VIVO no XBOX ONE e PS4
![]() |
| Fonte da Imagem: Electronic Arts/EA Sports O esporte não ficou sendo o mesmo depois que a EA Sports anunciou o FIFA 14 para XBOX One e PS4. Graças a tecnologia do motor EA SPORTS IGNITE, O recurso Pro Instincts fará com que os jogadores pareçam mais vivos, com reações melhoradas, antecipação e instintos. Com o Precision Movement, os jogadores, movimentarão e manterão o momento natural, enquanto a Elite Technique mostrará seu verdadeiro atletismo. (...) Confira o vídeo abaixo para o trailer da E3 de FIFA 14. Leia a matéria completa no site da EA Sports. (Em inglês) |
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Microsoft: Não tem internet? Fique com o Xbox 360
A polêmica envolvendo a necessidade de conexão constante do Xbox One ainda está longe de acabar.
O anúncio do Xbox Box One deixou algumas pessoas decepcionadas, pois a Microsoft mostrou muitas funções multimídia do console, mas deixou de lado os games. A empresa se redimiu na E3 2013, quando mostrou um grande número de títulos de qualidade, além de muitos jogos exclusivos.
Apesar disso, uma das características do Xbox One deixou a comunidade gamer preocupada: o console precisa estar conectado à internet para que os jogos funcionem.
O jornalista Geoff Keighley entrevistou Don Mattrick durante a E3 e questionou o executivo sobre essa escolha polêmica da Microsoft, que deu uma dica para quem não possui conexão com a internet:
“Felizmente, temos um produto para pessoas que não são capazes de conseguir qualquer tipo de conectividade. Chama-se Xbox 360. Se você tem acesso zero à internet, esse é um dispositivo offline.”
Fonte: Tecmundo
O anúncio do Xbox Box One deixou algumas pessoas decepcionadas, pois a Microsoft mostrou muitas funções multimídia do console, mas deixou de lado os games. A empresa se redimiu na E3 2013, quando mostrou um grande número de títulos de qualidade, além de muitos jogos exclusivos.
Apesar disso, uma das características do Xbox One deixou a comunidade gamer preocupada: o console precisa estar conectado à internet para que os jogos funcionem.
O jornalista Geoff Keighley entrevistou Don Mattrick durante a E3 e questionou o executivo sobre essa escolha polêmica da Microsoft, que deu uma dica para quem não possui conexão com a internet:
“Felizmente, temos um produto para pessoas que não são capazes de conseguir qualquer tipo de conectividade. Chama-se Xbox 360. Se você tem acesso zero à internet, esse é um dispositivo offline.”
![]() |
| (Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft) |
Don Mattrick diz que a Microsoft executou inúmeras pesquisas de mercado no mundo todo e que a empresa já esperava esse tipo de reação dos gamers, pois, segundo ele, a comunidade é muito “passional” e gosta de berrar quando algo não agrada. Porém, ele acredita que esse é o futuro, e que a qualidade das conexões com a internet é confiável o suficiente para garantir a diversão dos jogadores.
Mattrick também disse que as pessoas precisam colocar a mão no console antes de reclamar, pois todo mundo só está enfatizando os problemas e deixando de perceber as vantagens que o Xbox One poderá oferecer.
Fonte: Tecmundo
terça-feira, 11 de junho de 2013
PS4 aceita jogos usados e não obriga jogadores a ficar online o tempo todo
Novidades foram anunciadas há poucos instantes durante a conferência da empresa na E3.
A Sony encerrou há poucos instantes a sua conferência na E3, em Los Angeles, onde revelou o visual do PlayStation 4 e o preço do console para os mercados dos EUA e da Europa.
Contudo, um dos momentos que mais arrancou aplausos por parte do público não foi o lançamento de nenhum título em especial ou a descrição de algum recurso arrasador do console: foram duas alfinetadas na Microsoft que fizeram a plateia ir ao delírio.
O primeiro desses momentos foi na confirmação de que o console da Sony aceitará jogos usados. Segundo a empresa, o modelo de negócios adotado no PlayStation 3 se mostrou bem-sucedido e, por conta disso, a companhia não vê motivos para alterá-lo. Aliás, a empresa divulgou até mesmo um vídeo provocativo ensinando os jogadores a emprestarem seus jogos.
![]() |
| (Fonte da imagem: Divulgação/Sony) |
A Sony encerrou há poucos instantes a sua conferência na E3, em Los Angeles, onde revelou o visual do PlayStation 4 e o preço do console para os mercados dos EUA e da Europa.
Contudo, um dos momentos que mais arrancou aplausos por parte do público não foi o lançamento de nenhum título em especial ou a descrição de algum recurso arrasador do console: foram duas alfinetadas na Microsoft que fizeram a plateia ir ao delírio.
O primeiro desses momentos foi na confirmação de que o console da Sony aceitará jogos usados. Segundo a empresa, o modelo de negócios adotado no PlayStation 3 se mostrou bem-sucedido e, por conta disso, a companhia não vê motivos para alterá-lo. Aliás, a empresa divulgou até mesmo um vídeo provocativo ensinando os jogadores a emprestarem seus jogos.
Já o segundo “grande momento” aconteceu na confirmação de que não será preciso estar online o tempo todo para poder jogar, diferente do que a Microsoft propõe para o Xbox One. Por fim, ao anunciar o preço final de US$ 399 – contra US$ 499 do video game da Microsoft –, o público presente no evento aplaudiu a apresentação de pé.
Fonte: Baixaki Jogos
Desligamento total da TV analógica acontecerá entre 2016 e 2018
Governo tem até 2018 para desocupar totalmente a faixa dos 700 MHz para o 4G.
Como era de se esperar, o desligamento total da TV analógica no Brasil foi adiado. Antes previsto para acontecer até 2016, o processo tem um novo prazo, cujo término agora está agendado para acontecer até 2018.
Segundo Paulo Bernardo, ministro das Telecomunicações, caso o calendário anterior fosse mantido, muitas pessoas seriam prejudicadas e precisariam “correr” para as lojas para comprar um conversor digital.
De acordo com a Folha, Bernardo disse que "se fosse feito só em 2016 [o desligamento total da TV analógica], eu teria de convencer as pessoas a comprar conversores ou TVs digitais de uma vez. Geraria uma demanda de 30 ou 35 milhões de aparelhos em um semestre, enquanto nossa demanda hoje é de 14 ou 15 milhões em um ano. Então poderia faltar equipamento ou causar um aumento nos preços".
Devido a isso, ele teria procurado a presidente Dilma Rousseff para discutir uma flexibilização do calendário. Agora, o governo deve promover essa migração em um prazo que ocorrerá entre 2015 e 2018. Além disso, o processo será feito em etapas, estado por estado. A ordem dos trabalhos, no entanto, ainda não foi divulgada.
Por fim, Paulo Bernardo também afirmou que o prazo estendido não deve interferir nem prejudicar o leilão de internet 4G. Vale lembrar que a conexão utilizará a faixa de 700 MHz, usada atualmente pela televisão.
Segundo Paulo Bernardo, ministro das Telecomunicações, caso o calendário anterior fosse mantido, muitas pessoas seriam prejudicadas e precisariam “correr” para as lojas para comprar um conversor digital.
De acordo com a Folha, Bernardo disse que "se fosse feito só em 2016 [o desligamento total da TV analógica], eu teria de convencer as pessoas a comprar conversores ou TVs digitais de uma vez. Geraria uma demanda de 30 ou 35 milhões de aparelhos em um semestre, enquanto nossa demanda hoje é de 14 ou 15 milhões em um ano. Então poderia faltar equipamento ou causar um aumento nos preços".
Devido a isso, ele teria procurado a presidente Dilma Rousseff para discutir uma flexibilização do calendário. Agora, o governo deve promover essa migração em um prazo que ocorrerá entre 2015 e 2018. Além disso, o processo será feito em etapas, estado por estado. A ordem dos trabalhos, no entanto, ainda não foi divulgada.
Por fim, Paulo Bernardo também afirmou que o prazo estendido não deve interferir nem prejudicar o leilão de internet 4G. Vale lembrar que a conexão utilizará a faixa de 700 MHz, usada atualmente pela televisão.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Cara de pau: Microsoft copia recurso de busca do Unity no Windows 8.1
Tem gente que não curte muito as comparações entre Linux e Windows e até entre distribuições Linux. Realmente, se formos parar pra analisar, esse lance de “qual melhor SO” é muito subjetivo, pois existe (e sempre existirá) público para todo tipo de produto. Mas tem coisas que não dá pra ficar calado e fingir que não vimos nada…
Mesmo com o todo ar de superioridade que a Microsoft tem com seu Windows em relação ao Linux, não é de hoje que ela vem “copiando”, mesmo que de forma sutil, implementações dos desktops linux em seus produtos como o Aero Glass do Windows Vista que já existia no Gnome 2.x em 2010. Porém a última dela não foi tão sutil assim.
![]() |
| Repare na semelhança entre as tecnologias |
Em contra partida existe uma grande chance do Search Heroes ser bem melhor, principalmente no quesito performance, que a Busca Inteligente do Unity uma vez que a Microsoft tem seu próprio motor de busca (Bing) além de diversas fontes de conteúdo.
Bom, agora vamos esperar pra ver o que os grandes veículos de informação sobre tecnologia do país, como Olhar Digital, TechTudo e etc, irão falar do Search Heroes. Será que eles vão dizer que o Windows está copiando o Linux?
Fonte: OMG Ubuntu
domingo, 9 de junho de 2013
TV GYMP - Gymp Player #01 - The Elder Scrolls V: Skyrim - O Início do Jogo
Este é o primeiro vídeo da TV GYMP e o primeiro do quadro Gymp Player, trazendo pra vocês o jogo The Elder Scrolls V - Skyrim. O vídeo trata do início do game, contanto um pouco do que ocorre no início da aventura.
Confiram o vídeo a seguir:
Desculpe pela má qualidade do vídeo... houve um problema de renderização...
Confiram o vídeo a seguir:
Desculpe pela má qualidade do vídeo... houve um problema de renderização...
sábado, 8 de junho de 2013
Mick Jagger e Keith Richards contam como fizeram as pazes para comemorar os 50 anos de Rolling Stones
por: Revista Rolling Stones Brasil
“Às vezes é fácil apenas tirar da frente, mas acho que foi bom nós termos tido aquela conversa”, diz o cantor, que ficou irritado com as declarações do guitarrista na biografia Vida.
Os Rolling Stones estão de volta à estrada, celebrando os 50 anos de carreira com uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa. Mas faltou pouco para que as comemorações fossem soterradas pelos desentendimentos entre Mick Jagger e Keith Richards. Na entrevista que você lê na edição de junho da Rolling Stone Brasil, a banda conta, com exclusividade, como passou por cima de todos os problemas para continuar fazendo música.
Os Stones sempre foram famosos por discordâncias e intrigas, que remontam aos primórdios do grupo. Mas em 2010, a relação entre eles se complicou muito quando Richards publicou a aclamada biografia Vida. Disse coisas brutais sobre a amizade com Jagger e sobre a personalidade do cantor. Jagger ficou ofendido e irritado. Quando a chegada dos cinquentenário da banda foi se aproximando, Richards entrou em contato com os companheiros e disse: “Ei, pessoal, estou ficando irrequieto. Alguém está a fim?” Mas Jagger não estava disposto a perdoar tão fácil os insultos de Vida.
Desta vez, antes mesmo que pudesse haver qualquer preparação séria para uma turnê – algo que Keith Richards queria que acontecesse –, Mick Jagger deixou claro que precisava haver um acerto de contas. Ron Wood comentou: “As coisas estavam tensas e ruins”. Havia até um boato de que a posição de Richards como guitarrista dos Rolling Stones podia estar a perigo. Alguns achavam que ele estava com dificuldade para tocar – que talvez suas mãos tivessem sido acometidas por artrite ou que seu consumo contínuo de álcool estivesse afetando sua habilidade. De acordo com uma fonte próxima da banda, quando os Rolling Stones se reuniram em Londres, em dezembro de 2011, não foi apenas para ensaiar. Jagger estava de olho para ver se Richards ainda dava conta.
Em meados de abril, o repórter da Rolling Stone Mikal Gilmore passou uma hora com Jagger na suíte de hotel em que ele estava hospedado em Beverly Hills. “Não sei sobre que diabo vamos conversar”, ele disse ao se acomodar em uma cadeira à mesa da sala de jantar. Jagger não se esquivou quando o assunto foi o pedido de desculpas de Keith Richards sobre o que ele escreveu em Vida, embora tenha dito que prefere deixar o assunto para trás. “Bom, acho que foi bom ele ter se encontrado comigo e ter me dito aquilo. Realmente não quero dizer mais nada além disso, mas acho que foi bom ele ter dito e, sim, foi um pré-requisito [para a reunião], na realidade. Essas coisas precisam ser colocadas de um lado; não dá para deixá-las sem ser ditas. Às vezes é fácil apenas tirar da frente, mas acho que foi bom nós termos tido aquela conversa.”
“Acho que é meio um clichê, de verdade”, Jagger continua. “As pessoas gostam de fazer análises-relâmpago das outras e dizer: ‘Ah, Keith é tão passional, e Mick é tão frio e sem paixão’. Ninguém é assim na vida real. Keith é capaz de ser tão frio e tão sem paixão quanto quase qualquer outra pessoa que eu conheço. Não digo isso como crítica, porque às vezes é necessário ser crítico. Tenho que ver o ponto de vista de outras pessoas. Mas isso não significa que eu não seja passional a respeito do lado musical da coisa. Tenho muitos papéis diferentes dentro da organização Rolling Stones, e depois tenho papéis fora da banda que não têm nada a ver com a banda. Por isso, não quero ser rotulado como uma coisa só.”
Irmãos?
Charlie Watts chegou a dizer que “eles são como irmãos, discutem a respeito do aluguel, e se você entra no meio, pode esquecer”. Isto foi ecoado pelo próprio Richards, que declarou a outra revista que ele e Jagger pareciam “dois irmãos voláteis: quando batem de frente, realmente batem de frente, mas quando termina...” Será que Jagger vê as coisas da mesma maneira? “As pessoas sempre dizem coisas assim”, Jagger responde. “Mas eu tenho um irmão [Chris Jagger], sabia? A minha relação com o meu irmão é uma relação fraternal, e não tem nada a ver com a minha relação com Keith, que é mais parecida com a de alguém com quem se trabalha, completamente diferente. Com um irmão, você tem pais em comum. Nós não temos isso, Keith e eu. Nós trabalhamos juntos. Não tem nada a ver com uma relação fraternal. Suponho que, se você não tiver um irmão, pode dizer que era como ter um irmão. Mas fazer parte de uma banda representa um tipo diferente de relação.”
A visão de Keith Richards
Em uma entrevista no tapete vermelho para a estreia do filme de show da banda em 2008, Shine a Light, de Martin Scorsese, perguntaram a Richards se ele era capaz de imaginar a vida sem os Rolling Stones. Ele ficou com cara de quem não tinha entendido a pergunta. “Seria fácil”, ele respondeu. E talvez seja verdade – mas, bom, talvez não seja. “Sabemos que somos bons pra caramba”, Richards diz à Rolling Stone, “e temos um certo desejo estranho de fazer com que fique melhor. Todo mundo continua aqui, e esse é obviamente um ingrediente importante. Com qualquer banda que esteja aí há um tempo, mesmo que sejam alguns anos, nem todo mundo gosta de todo mundo o tempo todo. Mas talvez haja uma necessidade de que a conversa continue, e a música é o único jeito de fazer com que isso aconteça. Ela é mais forte do que qualquer outra coisa que possa atrapalhar. Seria um milagre, não é verdade, que dois sujeitos se dessem bem em 50 anos, se isso é difícil até em três ou quatro. Ao mesmo tempo, não quero dar ênfase demasiada às diferenças entre mim e Mick, porque é só disso que se fala. Você nunca escuta falarem sobre cerca de 98% do tempo em que nós estamos em boa sintonia e que nós nos conhecemos bem e que sabemos o que queremos fazer. Mas a minha principal comunicação é por meio da música. Pode chamar de acordo de cavalheiros, ou algo assim. As coisas não são ditas nem mencionadas, mas dá para notar quando nós começamos a trabalhar, e daí muitas das espécies de barreiras, ou como quiser chamar, tendem a desaparecer.”
“Às vezes é fácil apenas tirar da frente, mas acho que foi bom nós termos tido aquela conversa”, diz o cantor, que ficou irritado com as declarações do guitarrista na biografia Vida.
Os Rolling Stones estão de volta à estrada, celebrando os 50 anos de carreira com uma turnê pelos Estados Unidos e pela Europa. Mas faltou pouco para que as comemorações fossem soterradas pelos desentendimentos entre Mick Jagger e Keith Richards. Na entrevista que você lê na edição de junho da Rolling Stone Brasil, a banda conta, com exclusividade, como passou por cima de todos os problemas para continuar fazendo música.
Os Stones sempre foram famosos por discordâncias e intrigas, que remontam aos primórdios do grupo. Mas em 2010, a relação entre eles se complicou muito quando Richards publicou a aclamada biografia Vida. Disse coisas brutais sobre a amizade com Jagger e sobre a personalidade do cantor. Jagger ficou ofendido e irritado. Quando a chegada dos cinquentenário da banda foi se aproximando, Richards entrou em contato com os companheiros e disse: “Ei, pessoal, estou ficando irrequieto. Alguém está a fim?” Mas Jagger não estava disposto a perdoar tão fácil os insultos de Vida.
Desta vez, antes mesmo que pudesse haver qualquer preparação séria para uma turnê – algo que Keith Richards queria que acontecesse –, Mick Jagger deixou claro que precisava haver um acerto de contas. Ron Wood comentou: “As coisas estavam tensas e ruins”. Havia até um boato de que a posição de Richards como guitarrista dos Rolling Stones podia estar a perigo. Alguns achavam que ele estava com dificuldade para tocar – que talvez suas mãos tivessem sido acometidas por artrite ou que seu consumo contínuo de álcool estivesse afetando sua habilidade. De acordo com uma fonte próxima da banda, quando os Rolling Stones se reuniram em Londres, em dezembro de 2011, não foi apenas para ensaiar. Jagger estava de olho para ver se Richards ainda dava conta.
Em meados de abril, o repórter da Rolling Stone Mikal Gilmore passou uma hora com Jagger na suíte de hotel em que ele estava hospedado em Beverly Hills. “Não sei sobre que diabo vamos conversar”, ele disse ao se acomodar em uma cadeira à mesa da sala de jantar. Jagger não se esquivou quando o assunto foi o pedido de desculpas de Keith Richards sobre o que ele escreveu em Vida, embora tenha dito que prefere deixar o assunto para trás. “Bom, acho que foi bom ele ter se encontrado comigo e ter me dito aquilo. Realmente não quero dizer mais nada além disso, mas acho que foi bom ele ter dito e, sim, foi um pré-requisito [para a reunião], na realidade. Essas coisas precisam ser colocadas de um lado; não dá para deixá-las sem ser ditas. Às vezes é fácil apenas tirar da frente, mas acho que foi bom nós termos tido aquela conversa.”
“Acho que é meio um clichê, de verdade”, Jagger continua. “As pessoas gostam de fazer análises-relâmpago das outras e dizer: ‘Ah, Keith é tão passional, e Mick é tão frio e sem paixão’. Ninguém é assim na vida real. Keith é capaz de ser tão frio e tão sem paixão quanto quase qualquer outra pessoa que eu conheço. Não digo isso como crítica, porque às vezes é necessário ser crítico. Tenho que ver o ponto de vista de outras pessoas. Mas isso não significa que eu não seja passional a respeito do lado musical da coisa. Tenho muitos papéis diferentes dentro da organização Rolling Stones, e depois tenho papéis fora da banda que não têm nada a ver com a banda. Por isso, não quero ser rotulado como uma coisa só.”
Irmãos?
Charlie Watts chegou a dizer que “eles são como irmãos, discutem a respeito do aluguel, e se você entra no meio, pode esquecer”. Isto foi ecoado pelo próprio Richards, que declarou a outra revista que ele e Jagger pareciam “dois irmãos voláteis: quando batem de frente, realmente batem de frente, mas quando termina...” Será que Jagger vê as coisas da mesma maneira? “As pessoas sempre dizem coisas assim”, Jagger responde. “Mas eu tenho um irmão [Chris Jagger], sabia? A minha relação com o meu irmão é uma relação fraternal, e não tem nada a ver com a minha relação com Keith, que é mais parecida com a de alguém com quem se trabalha, completamente diferente. Com um irmão, você tem pais em comum. Nós não temos isso, Keith e eu. Nós trabalhamos juntos. Não tem nada a ver com uma relação fraternal. Suponho que, se você não tiver um irmão, pode dizer que era como ter um irmão. Mas fazer parte de uma banda representa um tipo diferente de relação.”
A visão de Keith Richards
Em uma entrevista no tapete vermelho para a estreia do filme de show da banda em 2008, Shine a Light, de Martin Scorsese, perguntaram a Richards se ele era capaz de imaginar a vida sem os Rolling Stones. Ele ficou com cara de quem não tinha entendido a pergunta. “Seria fácil”, ele respondeu. E talvez seja verdade – mas, bom, talvez não seja. “Sabemos que somos bons pra caramba”, Richards diz à Rolling Stone, “e temos um certo desejo estranho de fazer com que fique melhor. Todo mundo continua aqui, e esse é obviamente um ingrediente importante. Com qualquer banda que esteja aí há um tempo, mesmo que sejam alguns anos, nem todo mundo gosta de todo mundo o tempo todo. Mas talvez haja uma necessidade de que a conversa continue, e a música é o único jeito de fazer com que isso aconteça. Ela é mais forte do que qualquer outra coisa que possa atrapalhar. Seria um milagre, não é verdade, que dois sujeitos se dessem bem em 50 anos, se isso é difícil até em três ou quatro. Ao mesmo tempo, não quero dar ênfase demasiada às diferenças entre mim e Mick, porque é só disso que se fala. Você nunca escuta falarem sobre cerca de 98% do tempo em que nós estamos em boa sintonia e que nós nos conhecemos bem e que sabemos o que queremos fazer. Mas a minha principal comunicação é por meio da música. Pode chamar de acordo de cavalheiros, ou algo assim. As coisas não são ditas nem mencionadas, mas dá para notar quando nós começamos a trabalhar, e daí muitas das espécies de barreiras, ou como quiser chamar, tendem a desaparecer.”
Assinar:
Postagens (Atom)

























